Ricardo Alves

Arquivo de intervenções cívicas de Ricardo Alves.

Archive for the ‘LIVRE’ Category

Recordem-se de 2011 e pensem em 2019

Nos quatro anos desde 2011, muitos de nós perderam o emprego ou a bolsa, quase meio milhão foram obrigados a emigrar, nasceram menos 20% de crianças, os idosos viram as suas pensões reduzidas e todos pagámos mais impostos sem que paguemos menos em saúde ou educação. Tudo aconteceu com o pretexto de pagarmos uma dívida que continua por pagar e que inevitavelmente terá que ser reestruturada.

A responsabilidade direta pela austeridade e pelo maior retrocesso desde o 25 de Abril é da direita mais radical que governou em democracia e do Presidente que a protegeu. Mas indiretamente é também da desunião das esquerdas que não conseguiram nunca transformar uma maioria social numa maioria de governação, e que não entenderam que a vinda da tróica anunciava uma crise diferente das anteriores.

Decidiremos nos próximos dias se queremos que em 2019 olhemos para trás e vejamos quatro anos de nova corrida para o fundo, com mais austeridade, mais desemprego, mais emigração e mais desinvestimento em ciência. Ou se pelo contrário teremos quatro anos em que se tente reestruturar a dívida junto das instituições da União Europeia, taxar o capital e não o trabalho, separar a banca comercial e a banca de investimento, apoiar as pequenas e médias empresas e manter o Estado social.

A mudança efetiva só será possível se o próximo governo não for nem mais um governo da direita, nem um governo do PS sozinho. No LIVRE/Tempo de Avançar, uma eventual apoio governativo ao PS nunca foi nem um tabu nem uma obsessão. É o realismo de reconhecer que uma mudança real necessitará de um governo alargado à esquerda.

(Publicado no site de campanha do Tempo de Avançar.)

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Written by Ricardo Alves

2 de Outubro de 2015 at 9:26

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Votar para mudar

Written by Ricardo Alves

28 de Setembro de 2015 at 22:36

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As eleições mais importantes

As eleições mais importantes não são as primárias: são as eleições para a Assembleia da República, em Outubro. Só nesse dia saberemos se valeu realmente a pena todo o nosso esforço de convergência, de mobilização, de implantação regional, de construção de programa e de realização das primeiras eleições primárias abertas para o Parlamento.

Portugal enfrenta a maior crise desde o 25 de Abril. Uma crise económica e social, até demográfica, mas também uma crise de democracia. A resposta a esta crise tem portanto que começar por ser o aumento do poder democrático dos cidadãos, como estamos a fazer com as primárias, abrindo a escolha dos candidatos aos cidadãos. A resposta torna-se operacional enfrentando os tabus que impedem a governação à esquerda: não podemos excluir-nos de apoiar uma solução governativa se a nossa recusa implica empurrar a governação para a direita. Finalmente, o mais importante: tudo só valerá a pena se conseguirmos contribuir na próxima legislatura para um país com mais emprego e menos desigualdades, mais crescimento sustentado e maior justiça fiscal, aliviado do sufoco da dívida e da austeridade.

O ponto de partida são as primeiras primárias da democracia portuguesa, esperemos que o ponto de chegada seja uma viragem à esquerda na 2ª República. As próximas legislativas podem ser as mais importantes desde 1975.

(Publicado na Newsletter da campanha das primárias do LIVRE/Tempo de Avançar.)

Written by Ricardo Alves

18 de Junho de 2015 at 15:00

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Apresentação de candidatura

Apresentação pessoal (1500 caracteres)

Sou professor do ensino superior privado desde 2000, ano em que terminei a minha formação académica (essencialmente em Física). Nos últimos quinze anos acumulei outros empregos e ocupações parciais nas áreas da engenharia, do ensino e da estatística.

Não tive qualquer actividade político-partidária até à fundação do LIVRE, que veio preencher um vazio que eu sentia existir na esquerda portuguesa e constituir-se como uma importante aposta na democratização das práticas partidárias. Anteriormente, tivera actividade cívica e associativa no SOS Racismo (entre 2002 e 2004), na Associação República e Laicidade (que fundei em 2003 e de que fui e sou dirigente) e nos «Encontros para uma Esquerda Livre» (Junho de 2012). Sou convictamente republicano, de esquerda e laicista.

Actualmente sou membro do Grupo de Contacto do LIVRE e do Conselho do Tempo de Avançar. Fui candidato pelo LIVRE às eleições europeias de 2014.

Apresentação de candidatura (2000 caracteres)

A democracia portuguesa implantada em 1974 foi uma história de sucesso. Um sucesso substanciado na massificação do ensino e no Serviço Nacional de Saúde, na alternância democrática e nas liberdades individuais, na qualificação das gerações mais jovens e na aposta na ciência e na tecnologia.

Esta história de sucesso foi revertida pelo governo ainda em funções, sem dúvida o pior desde o 25 de Abril. Este foi o governo que atirou dezenas de milhares de pessoas para o desemprego, que obrigou alguns dos melhores da minha geração à emigração e que promete aos jovens trabalho ainda mais precário do que nas gerações anteriores. Este é o governo que reduziu as reformas de quem já não tem idade para trabalhar, que fez o número de nascimentos cair abruptamente quase 20% de 2010 para 2014, que privatizou hospitais e enfraqueceu serviços públicos e que marcou um enorme recuo nos direitos laborais.

Reequilibrar o regime à esquerda é a dificílima tarefa que enfrentamos. Não basta dar testemunho contra a austeridade: é necessário termos um programa credível que combine a reestruturação da dívida, maior taxação do capital e menor do trabalho, e uma retoma da economia que passe pelo apoio às pequenas empresas e pela aposta no conhecimento e na inovação. É necessário combinar tudo isto com a defesa dos serviços públicos de proteção social, saúde e educação. O LIVRE/Tempo de Avançar não pode, em particular, esquecer o imenso número de indivíduos que vivem abaixo das suas capacidades, do seu potencial, da sua criatividade e da sua inteligência devido a um sistema que nos últimos anos lhes restringiu as poucas garantias de futuro que tinham.

Áreas de intervenção
Quais as suas áreas preferenciais de intervenção no parlamento?

Mais especificamente do que o debate político geral, estou motivado especialmente para intervir na área dos Direitos, Liberdades e Garantias (incluindo direitos de privacidade e laicidade do Estado), e também na área da Democracia e reforma do sistema eleitoral, nomeadamente garantindo maior direito de iniciativa legislativa dos cidadãos.

Como pensa interagir com os eleitores?
…ouvir as suas opiniões, explicar-lhes as suas decisões e os seus votos…

Se for eleito, gostaria de prestar contas e dialogar com os cidadãos do meu círculo eleitoral em reuniões públicas mensais, para além de manter um blogue em que pudesse explicar os meus votos e tomadas de posição, e de responder a perguntas nas redes sociais (Twitter ou Facebook) quando necessário.

Written by Ricardo Alves

19 de Maio de 2015 at 18:21

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«Jornal 2»

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30 de Novembro de 2014 at 23:26

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«5 minutos Europa»

Written by Ricardo Alves

20 de Maio de 2014 at 12:36

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