Ricardo Alves

Arquivo de intervenções cívicas de Ricardo Alves.

Apresentação de candidatura

Apresentação pessoal (1500 caracteres)

Sou professor do ensino superior privado desde 2000, ano em que terminei a minha formação académica (essencialmente em Física). Nos últimos quinze anos acumulei outros empregos e ocupações parciais nas áreas da engenharia, do ensino e da estatística.

Não tive qualquer actividade político-partidária até à fundação do LIVRE, que veio preencher um vazio que eu sentia existir na esquerda portuguesa e constituir-se como uma importante aposta na democratização das práticas partidárias. Anteriormente, tivera actividade cívica e associativa no SOS Racismo (entre 2002 e 2004), na Associação República e Laicidade (que fundei em 2003 e de que fui e sou dirigente) e nos «Encontros para uma Esquerda Livre» (Junho de 2012). Sou convictamente republicano, de esquerda e laicista.

Actualmente sou membro do Grupo de Contacto do LIVRE e do Conselho do Tempo de Avançar. Fui candidato pelo LIVRE às eleições europeias de 2014.

Apresentação de candidatura (2000 caracteres)

A democracia portuguesa implantada em 1974 foi uma história de sucesso. Um sucesso substanciado na massificação do ensino e no Serviço Nacional de Saúde, na alternância democrática e nas liberdades individuais, na qualificação das gerações mais jovens e na aposta na ciência e na tecnologia.

Esta história de sucesso foi revertida pelo governo ainda em funções, sem dúvida o pior desde o 25 de Abril. Este foi o governo que atirou dezenas de milhares de pessoas para o desemprego, que obrigou alguns dos melhores da minha geração à emigração e que promete aos jovens trabalho ainda mais precário do que nas gerações anteriores. Este é o governo que reduziu as reformas de quem já não tem idade para trabalhar, que fez o número de nascimentos cair abruptamente quase 20% de 2010 para 2014, que privatizou hospitais e enfraqueceu serviços públicos e que marcou um enorme recuo nos direitos laborais.

Reequilibrar o regime à esquerda é a dificílima tarefa que enfrentamos. Não basta dar testemunho contra a austeridade: é necessário termos um programa credível que combine a reestruturação da dívida, maior taxação do capital e menor do trabalho, e uma retoma da economia que passe pelo apoio às pequenas empresas e pela aposta no conhecimento e na inovação. É necessário combinar tudo isto com a defesa dos serviços públicos de proteção social, saúde e educação. O LIVRE/Tempo de Avançar não pode, em particular, esquecer o imenso número de indivíduos que vivem abaixo das suas capacidades, do seu potencial, da sua criatividade e da sua inteligência devido a um sistema que nos últimos anos lhes restringiu as poucas garantias de futuro que tinham.

Áreas de intervenção
Quais as suas áreas preferenciais de intervenção no parlamento?

Mais especificamente do que o debate político geral, estou motivado especialmente para intervir na área dos Direitos, Liberdades e Garantias (incluindo direitos de privacidade e laicidade do Estado), e também na área da Democracia e reforma do sistema eleitoral, nomeadamente garantindo maior direito de iniciativa legislativa dos cidadãos.

Como pensa interagir com os eleitores?
…ouvir as suas opiniões, explicar-lhes as suas decisões e os seus votos…

Se for eleito, gostaria de prestar contas e dialogar com os cidadãos do meu círculo eleitoral em reuniões públicas mensais, para além de manter um blogue em que pudesse explicar os meus votos e tomadas de posição, e de responder a perguntas nas redes sociais (Twitter ou Facebook) quando necessário.

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Written by Ricardo Alves

19 de Maio de 2015 às 18:21

Publicado em LIVRE

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